O câncer de pele é uma doença caracterizada pelo crescimento desordenado de células da pele, sendo o tipo de câncer mais frequente no Brasil e no mundo. Está fortemente relacionado à exposição excessiva e desprotegida à radiação ultravioleta, proveniente do sol ou de fontes artificiais. Apesar de, na maioria dos casos, apresentar bom prognóstico quando diagnosticado precocemente, o câncer de pele pode se tornar mais grave em tipos específicos, como o melanoma, reforçando a importância da atenção aos sinais de alerta e do acompanhamento médico regular.
O câncer de pele surge quando células da pele sofrem alterações genéticas que levam à multiplicação descontrolada dessas células, formando tumores malignos. A principal causa dessas alterações é a exposição repetida e prolongada à radiação ultravioleta, que danifica o DNA das células cutâneas ao longo do tempo.
Existem diferentes tipos de câncer de pele, com comportamentos distintos. Os mais comuns são o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular, geralmente de crescimento mais lento. Já o melanoma é menos frequente, porém mais agressivo e com maior potencial de disseminação, o que torna o diagnóstico precoce ainda mais essencial.
Os sinais e sintomas do câncer de pele variam conforme o tipo e o estágio da doença. As manifestações costumam ocorrer na forma de alterações visíveis na pele, especialmente em áreas mais expostas ao sol. Entre os principais sinais de alerta, destacam-se:
Manchas, feridas ou lesões que não cicatrizam;
Lesões que crescem progressivamente;
Alterações na cor, tamanho ou formato de pintas;
Pintas assimétricas, com bordas irregulares e coloração variada;
Sangramento, coceira ou dor em lesões cutâneas;
Espessamento ou mudança na textura da pele.
Ao perceber qualquer alteração persistente na pele, é fundamental procurar avaliação médica, mesmo que a lesão não cause dor.
Embora nem todos os casos de câncer de pele possam ser evitados, diversas medidas ajudam a reduzir significativamente o risco da doença. Entre as principais estratégias de prevenção estão:
Uso diário de protetor solar, inclusive em dias nublados;
Evitar exposição solar nos horários de maior intensidade, entre 10h e 16h;
Utilizar roupas de proteção, chapéus e óculos escuros;
Não utilizar câmaras de bronzeamento artificial;
Manter atenção especial à proteção solar na infância;
Realizar acompanhamento dermatológico periódico.
A adoção dessas medidas contribui para a proteção da pele e para a prevenção de danos cumulativos ao longo da vida.
O rastreamento do câncer de pele tem como objetivo identificar lesões suspeitas antes do surgimento de sintomas mais avançados. Ele é realizado por meio do exame clínico da pele, associado ao autoexame regular.
Consultas periódicas com dermatologista permitem a avaliação detalhada da pele e a detecção precoce de alterações, aumentando significativamente as chances de tratamento bem-sucedido.
O diagnóstico do câncer de pele é realizado por meio da avaliação clínica e confirmado pela biópsia da lesão suspeita. A biópsia consiste na retirada de uma amostra do tecido para análise laboratorial, permitindo identificar o tipo do tumor e seu grau de agressividade.
Em casos específicos, exames adicionais podem ser solicitados para avaliar a extensão da doença e verificar a presença de metástases, especialmente no melanoma.
O tratamento do câncer de pele depende do tipo, do tamanho e do estágio da doença. As opções terapêuticas podem incluir cirurgia, procedimentos locais, radioterapia, imunoterapia e terapias-alvo, conforme as características do tumor.
Quando diagnosticado precocemente, o câncer de pele apresenta altas taxas de cura. O acompanhamento por uma equipe especializada é fundamental para garantir um tratamento eficaz, seguro e com foco na preservação da saúde e da qualidade de vida do paciente.
Oncologista Clínica
CRM SP 168141